"O nosso pensamento é um invento"
"Nos vivemos de convenções" diz o professor."
"Nós inventamos os sentidos para as coisas."
E assim começamos mais uma aula, lemos mais uma parte do texto sobre CULTURA e mais uma vez um ponto de interrogação se abre na minha cabeça.
Só o que entendi é que não existe um conceito estável de cultura e que não podemos interpretar o mundo e as regras mais sim somos nos que inventamos e acreditamos nelas!!!
sábado, 31 de março de 2007
14° aula (28/03)
Voltamos a ler o texto: "Conceito", mas como a turma estava distraída, ele tocou o "sininho do conhecimento", aí então nos calocamos e começamos a leitura.
O professor nos disse que o que fazemos é porque a sociedade julgou que é cultura e que precisamos fazer daquele jeito. Também nos comparou a uma mosca por que pode-se dizer que pensamos do mesmo jeito, que vemos o mundo de jeito diferente.
terça-feira, 27 de março de 2007
Observatório da imprensa (7°)
Tema: Os esquecidos da imprensa
A visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez o Brasil parar em torno da assinatura de um badalado acordo sobre biocombustíveis. Contando com vantagens naturais e técnicas, os produtores brasileiros conseguem produzir etanol pela metade do valor mundial, vantagem competitiva que faz muitos verem o Brasil quase como um Kuwait dos combustíveis renováveis. Talvez a oportunidade de um acordo de cooperação tão importante, a ponto do líder da maior potência mundial se deslocar à América Latina, seja um marco.
Porém, na ampla cobertura midiática que acompanhou a visita de Mister Bush, dois personagens foram esquecidos: o consumidor brasileiro e os cortadores de cana.
Com a transformação do etanol em uma commodity internacional, como ficará a situação do consumidor brasileiro que abastece seu carro a álcool e, em determinadas épocas do ano, já sofre a oscilação de preços devido à entressafra?
Ninguém é louco de julgar que um acordo com os Estados Unidos não seja uma excelente oportunidade de negócio, ainda mais em um momento em que tanto se fala em desenvolvimento e em fontes renováveis de energia, mas a mídia brasileira se esquece de alguns personagens cruciais nessa história toda. Aliás, um certo tipo de esquecimento dos meios de comunicação brasileiros que não começou hoje...
Observatório da imprensa (6°)
Tema: Invenções de Risco
Uma questão de sensibilidade
Escova progressiva faz mal? Mata? Dá câncer? Perguntas como essas, sobre as conseqüências do último modismo em alisamento de cabelos, chovem nos consultórios dos dermatologistas, desde a morte de Maria Eni da Silva, 33 anos, na terça-feira. Há suspeitas de que a dona de casa de Porangatu (GO) tenha sido vítima de uma intoxicação por formol, base da escova progressiva.
A escova progressiva surgiu por acaso num salão carioca. As manicures costumam adicionar formol às bases para fortalecer as unhas. Até que uma delas teve a idéia de colocar formol na queratina, proteína usada para hidratar o cabelo. A idéia deu certo e virou sucesso de público. Como são fórmulas caseiras, não há como o cliente ter qualquer tipo de controle sobre o que realmente vai na sua cabeça.
E ficamos sabendo também que, no exterior, a escova progressiva já é um sucesso: "Nos Estados Unidos, há até um produto chamado `Brazilian Brushing´, alisamento à base de formol".
É uma notícia duplamente curiosa. Primeiro, porque mostra que uma manicure descobre uma solução quase mágica para o tratamento de cabelos e ninguém, fora dos salões de beleza, fica sabendo. Fosse nos Estados Unidos – onde a idéia, como se viu, é o maior sucesso –, essa manicure estaria famosa, teria aparecido em programas femininos e em noticiários econômicos. A esta altura, já teria patente do seu produto, que estaria sendo produzido por um laboratório. A notícia é curiosa também porque é preciso morrer uma mulher para que a imprensa divulgue as perguntas que todas estariam se fazendo há muito tempo, se alguém tivesse alertado – como nas matérias divulgadas no domingo (25) – sobre os perigos de usar produtos sem controle, especialmente no couro cabeludo.
Da parte da mídia, porém, o que se vê, nesses casos, são fotos e legendas falando do novo visual das artistas e celebridades que encontraram na escova progressiva o caminho para o look da moda: cabelos lisos e escorridos, tão contrários ao biótipo brasileiro.
Satisfeita em ter assunto – a mudança de visual de celebridades e estrelas rende boas fotos –, a imprensa não se preocupa em alertar suas leitoras para os perigos a que estão sujeitas. Vítimas do desejo de serem diferentes do que são – para o que contam, aliás, com fortíssimo incentivo da mídia –, é preciso que mulheres morram para que os tratamentos de beleza, as dietas milagrosas e produtos sem controle virem assunto.
Mas uma coisa é certa: as matérias que alertam para produtos que fazem mal são assunto por muito pouco tempo. Logo se tornam notícia de ontem e caem no esquecimento, como aconteceu com o distúrbio alimentar que causou a morte da modelo Ana Carolina. A menina foi capa de revista, assunto de jornal e deixou de ser assunto. A doença que causou a morte dela não foi mais discutida na mídia, nem mesmo nas revistas femininas e naquelas voltadas para adolescentes. Essas publicações teriam a obrigação moral de manter campanha permanente, alertando as leitoras, discutindo o assunto.
A única esperança, no caso do formol no cabelo, é que a empresa de cosméticos que fabrica um produto "com um máximo de 0,2% de formol" aproveite a oportunidade para fazer uma campanha de esclarecimento. Então poderemos ter certeza de que a mídia, preocupada com o anunciante, vai entrar com vontade no assunto. Foi preciso uma indústria de cosméticos veicular anúncios valorizando as mulheres de verdade – como gordurinhas e celulite – para que a mídia se sensibilizasse para o tema.
E ficamos sabendo também que, no exterior, a escova progressiva já é um sucesso: "Nos Estados Unidos, há até um produto chamado `Brazilian Brushing´, alisamento à base de formol".
É uma notícia duplamente curiosa. Primeiro, porque mostra que uma manicure descobre uma solução quase mágica para o tratamento de cabelos e ninguém, fora dos salões de beleza, fica sabendo. Fosse nos Estados Unidos – onde a idéia, como se viu, é o maior sucesso –, essa manicure estaria famosa, teria aparecido em programas femininos e em noticiários econômicos. A esta altura, já teria patente do seu produto, que estaria sendo produzido por um laboratório. A notícia é curiosa também porque é preciso morrer uma mulher para que a imprensa divulgue as perguntas que todas estariam se fazendo há muito tempo, se alguém tivesse alertado – como nas matérias divulgadas no domingo (25) – sobre os perigos de usar produtos sem controle, especialmente no couro cabeludo.
Da parte da mídia, porém, o que se vê, nesses casos, são fotos e legendas falando do novo visual das artistas e celebridades que encontraram na escova progressiva o caminho para o look da moda: cabelos lisos e escorridos, tão contrários ao biótipo brasileiro.
Satisfeita em ter assunto – a mudança de visual de celebridades e estrelas rende boas fotos –, a imprensa não se preocupa em alertar suas leitoras para os perigos a que estão sujeitas. Vítimas do desejo de serem diferentes do que são – para o que contam, aliás, com fortíssimo incentivo da mídia –, é preciso que mulheres morram para que os tratamentos de beleza, as dietas milagrosas e produtos sem controle virem assunto.
Mas uma coisa é certa: as matérias que alertam para produtos que fazem mal são assunto por muito pouco tempo. Logo se tornam notícia de ontem e caem no esquecimento, como aconteceu com o distúrbio alimentar que causou a morte da modelo Ana Carolina. A menina foi capa de revista, assunto de jornal e deixou de ser assunto. A doença que causou a morte dela não foi mais discutida na mídia, nem mesmo nas revistas femininas e naquelas voltadas para adolescentes. Essas publicações teriam a obrigação moral de manter campanha permanente, alertando as leitoras, discutindo o assunto.
A única esperança, no caso do formol no cabelo, é que a empresa de cosméticos que fabrica um produto "com um máximo de 0,2% de formol" aproveite a oportunidade para fazer uma campanha de esclarecimento. Então poderemos ter certeza de que a mídia, preocupada com o anunciante, vai entrar com vontade no assunto. Foi preciso uma indústria de cosméticos veicular anúncios valorizando as mulheres de verdade – como gordurinhas e celulite – para que a mídia se sensibilizasse para o tema.
sexta-feira, 23 de março de 2007
12° e 13° aula...
Começando mais um grande aula!!!!
Dessa vez o nosso tema é: CULTURA:UM CONCEITO ANTROPOLÓGICO
Começamos a nossa aula fazendo um grande circulo, para debatermos o tema CULTURA.
O professor nos explicou que até hoje ninguém foi capaz de concluir exatamente o que é CULTURA. Nos explicou que as características biológicas não são determinantes das diferenças culturais, e que o ambiente físico também não explica a diversidade cultural.
Nos explicou que pronunciar Cráudia ou chicrete não é errado pois cada um e cada região tem sua linguística. Falou que as pessoas de alto escalão, como advogados, são acostumados a escreverem e falarem palavras muito complicadas, de difícil entendimento, para que as pessoas não as entendam e precisem de alguém, como os advogados, para poder traduzi-las.
E então para essas duas primeiras aulas sobre esse assunto chegamos a uma conclusão:
QUE A CULTURA SEGUE A SOCIEDADE E QUE O HOMEM AGE DE ACORDO COM OS SEUS PADRÕES CULTURAIS, E QUE ELE É RESULTADO DO MEIO EM QUE FOI SOCIALIZADO!!!!
Dessa vez o nosso tema é: CULTURA:UM CONCEITO ANTROPOLÓGICO
Começamos a nossa aula fazendo um grande circulo, para debatermos o tema CULTURA.
O professor nos explicou que até hoje ninguém foi capaz de concluir exatamente o que é CULTURA. Nos explicou que as características biológicas não são determinantes das diferenças culturais, e que o ambiente físico também não explica a diversidade cultural.
Nos explicou que pronunciar Cráudia ou chicrete não é errado pois cada um e cada região tem sua linguística. Falou que as pessoas de alto escalão, como advogados, são acostumados a escreverem e falarem palavras muito complicadas, de difícil entendimento, para que as pessoas não as entendam e precisem de alguém, como os advogados, para poder traduzi-las.
E então para essas duas primeiras aulas sobre esse assunto chegamos a uma conclusão:
QUE A CULTURA SEGUE A SOCIEDADE E QUE O HOMEM AGE DE ACORDO COM OS SEUS PADRÕES CULTURAIS, E QUE ELE É RESULTADO DO MEIO EM QUE FOI SOCIALIZADO!!!!
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